“É preciso combater a ilegalidade”

“É preciso combater a ilegalidade”

“É preciso combater a ilegalidade” 150 150 Super Anfitrião
Beth Bauchwitz, da secretaria de Turismo de Tibau do Sul, e Wanderson Borges, da Pousada Xamã, promoveram a Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte

Wanderson Borges, da ASHTEP com a secretária de Turismo de Tibau do Sul, Beth Bauchwitz

Os hotéis e pousadas de Pipa, através da Associação de Hotéis e pousadas da Praia da Pipa (ASHTEP), iniciaram uma campanha para coibir o aluguel de casas e de apartamentos pela Booking.com. Segundo Wanderson Borges, presidente da Preserve Pipa – ASHTEP, os hotéis estão perdendo a concorrência com esse tipo de hospedagem, considerada desleal já que não há exigência de licenças e impostos pagos pelos hoteleiros.

“As casas e propriedades cadastradas no Booking.com são uma armadilha para os hóspedes, porque não oferecem a segurança dos hotéis, não possuem as licenças ambientais e não pagam os impostos que pagamos. Mas além disso, o problema é que as avaliações do destino estão baixas. Ou seja, o hotel perde dinheiro e o destino perde turista já que toda a experiência foi prejudicada”, comentou.

Na ação iniciada por Pipa está um pedido feito a Booking.com de retirar todos os empreendimentos que não sejam cadastrados no Cadastur da plataforma. Caso o pedido não seja atendido, os hoteleiros em massa sairão da plataforma, como já aconteceu com a ilha de Fernando de Noronha – que bloqueou as vendas na Booking. “Além de Noronha e Pipa, estamos conversando com outros destinos para tornar a ação nacional. Já recebemos inclusive propostas com condições muito melhores para aderir a outras plataformas, como Decolar.com e Hotéis.com”, disse.

A ASHTEP conta hoje com 45 hotéis que se somaram à ação, reunindo os melhores da Pipa. As motivações se alinham com os princípios de Fernando de Noronha, preservação e qualidade. “É preciso combater a ilegalidade, estabelecimentos sem licenças, sem registro, sem Cadastur, muitas vezes até sem CNPJ, alugam quartos através da Booking, é um descontrole e uma falta de ética”, afirmou Wanderson Borges.

Segundo o presidente da ASHTEP, há um esforço constante dos empresários locais em realizar um turismo responsável através de recolhimento de taxa de turismo, financiamento de ações de preservação ambiental, realização de eventos de qualidade e contratação de consultorias de nível internacional. “Para o turista, ter a segurança de se hospedar em um hotel em que seu gestor se importa com o lugar, é fundamental. Porque, além de garantir a qualidade, contribui para que siga sendo um paraíso ecológico”, declarou.

Em nota enviada ao M&E, a Booking.com afirmou que “tem como missão ajudar as pessoas a conhecerem o mundo. Para chegarmos a este objetivo, prezamos pela transparência no nosso relacionamento com parceiros e clientes e, por isso, todas as propriedades listadas na Booking.com assinam um termo de condições no qual atestam que cumprem com a legislação local e estão aptas para receberem os hóspedes. Na Booking.com, nós ajudamos nossos parceiros a aproveitar a oportunidade digital para promover sua propriedade e damos aos consumidores a liberdade de escolher o tipo de acomodação que mais se adequa ao seu respectivo perfil de viagem e orçamento, oferecendo em todo o mundo mais de 30 tipos diferentes de propriedades em nossa plataforma”.

Fonte: https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/hotelaria/pipa-entra-na-briga-contra-a-booking/

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