Litoral baiano vira refúgio para aproveitar a alta estação

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Para quem ainda não sabe onde passar o Ano Novo ou aproveitar as primeiras semanas de 2021 – e não sonha nem de perto ir para longe, ou seja, subir em avião –, uma boa opção de lazer na alta estação nestes tempos de pandemia é alugar uma casa na praia. Apartamento do tipo village, de um, dois quartos; casa com três, quatro suítes para uma família maior – mas nada de aglomeração.

Em Imbassaí, Praia do Forte, Itacimirim, Guarajuba, Vilas do Atlântico, Ipitanga, Praia do Flamengo, Stella Maris, Itapuã, no máximo Itacaré – e toda aquela Costa do Cacau. A Península de Marau é uma boa pedida. Contudo, interessados devem apressar o passo para garantir os dias de descanso. É que, segundo os especialistas no ramo, a procura pelos imóveis está “quase no fim”.


“Agora o que há é o aumento da procura (de casa em praia próxima) por quem é da capital”
Consuêlo Leal, diretora do Creci


“Tirando a parte ruim, claro, a Covid-19 foi excelente para o mercado de aluguel por temporada. Ao contrário de anos anteriores, neste, a busca [pelos imóveis] está terminando. Há alguns poucos, para o Réveillon, janeiro. A partir daí, disponibilidade só em fevereiro”, diz o corretor Marcelo Borba, dono de uma imobiliária na Praia do Flamengo, em Salvador, há dez anos na área.

Borba recebeu a reportagem de A TARDE em uma das poucas casas de sua carteira vagas para o Réveillon, segundo ele, por conta de “desistência”. Com quatro quartos e 750 metros quadrados, o imóvel fica em um local privilegiado, com vista para o lago. Possui campo de futevôlei, jardim com corda tirolesa, e o aluguel para os cinco dias, entre o Natal e o Ano Novo, sai por R$ 8 mil.

“Porque não tem piscina. A demanda por piscina é muito grande, por causa da criançada”, diz Borba, explicando o motivo da desistência. Outra opção, fala em seguida, é uma casa com 900 m², quatro suítes, piscina, edícula [apartamento no terreno da casa principal], com vista para o mar. Preço: R$ 2,5 mil a diária, ou, R$ 12 mil o pacote entre 30 de dezembro e 3 de janeiro.

Ainda segundo Borba, já existe uma proposta de R$ 10 mil para o imóvel, e a proprietária ficou de avaliar. “Essa casa é top”, fala ele.

Administradora especializada em aluguel por temporada, diretora no Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Bahia (Creci), Consuêlo Leal diz que o isolamento social obrigatório dos últimos meses, o home office e a liberdade propiciada pelo trabalho a distância, até mesmo busca por tratamento médico contra o coronavírus, tudo isso afetou positivamente o setor.

Ainda de acordo com ela, houve, contudo, diferentes fases. “No início (da pandemia) houve um movimento realizado por profissionais da área da saúde que, por questão de segurança e risco de contágio aos familiares, optou por sair temporariamente de casa. Pouco tempo depois foram pessoas, de uma forma geral, buscando respirar ar puro, reduzir os efeitos do confinamento”.

Para Consuêlo, um aspecto que diferencia a temporada no litoral este ano é que “a maioria dos moradores de Salvador, com casa em Barra do Jacuípe, Praia do Forte, Guarajuba, desta vez reservou o imóvel para proveito próprio”, o que, em sua avaliação, contribuiu para uma menor oferta.

“Por muito tempo esse período do ano foi ocupado por gente de fora, de outros estados, até do interior baiano, mas agora o que há é aumento da procura por quem é da capital”, diz Consuêlo.

Em Itacaré, no sul baiano, a 299 km de Salvador, via ferryboat, segundo o corretor Adriano Mendonça, quase não tem mais casa para alugar, afirma. De acordo com Mendonça, a cidade ainda possui uma “escassez de imóveis de médio e alto padrão”, e imóveis com piscina, ao custo de R$ 25 mil, R$ 40 mil no Réveillon, precisam ser reservadas com até um ano.

Este ano, em função da pandemia do novo coronavírus, a procura por imóveis para passar o final do ano e o mês de janeiro no litoral baiano aumentou
Este ano, em função da pandemia do novo coronavírus, a procura por imóveis para passar o final do ano e o mês de janeiro no litoral baiano aumentou

Ainda há oferta

Mendonça refere-se, na verdade, a construções de altíssimo padrão, localizadas no complexo ecoturístico Villas de São José (praia de mesmo nome). Ao mesmo tempo diz que sua fala serve de “dica para investidor”.

“O movimento está bem interessante, o público mais consciente, questionando sobre paz, silêncio, tranquilidade, isolamento. O último feriado (12 de outubro) já foi uma prévia disso”, fala.

O contraponto, no entanto, ficou por conta do corretor Elmo Freitas, de Guarajuba. Segundo ele, o movimento por lá “anda fraco”. “Aqui ainda tem oferta”.


Fonte: https://atarde.uol.com.br/imoveis/noticias/2142503-litoral-baiano-vira-refugio-para-aproveitar-a-alta-estacao

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