Roteiro Islândia: de três a dez dias – o que ver, onde dormir e onde comer

Roteiro Islândia: de três a dez dias – o que ver, onde dormir e onde comer

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A Islândia pode ser uma ilha selvagem, cheia de glaciares e monumentais quedas de água, mas está longe de ser fria ou inóspita. Os seus habitantes são simpáticos e acolhedores e a paisagem transborda calor com géiseres, vulcões e fontes termais. Tem uma história viking fascinante e, se soubermos onde procurar, podemos até encontrar fauna digna de um documentário.

– REYKJAVÍK E O GOLDEN CIRCLE (3 dias) –

Para quem tem poucos dias disponíveis, este é o roteiro perfeito para conhecer o lado mais cosmopolita de Reykjavík e admirar um pouco da extraordinária paisagem islandesa.

Dia 1 – Blue Lagon

Em vez de seguirem diretos para Reykjavík, assim que o avião pousar no aeroporto de Keflavík, aluguem um carro e dirijam por meia hora até à Blue Lagoon. Se puderem marquem uma noite no Hotel The Retreat onde podem usufruir de um maravilhoso SPA e de uma secção privada da Blue Lagoon, reservada apenas para hóspedes do hotel.

Dia 2 – Golden Circle

No segundo dia, comecem a viagem pelo chamado Golden Circle — um percurso que cobre três dos principais pontos geológicos do país: O Parque Nacional Thingvellir (Þingvellir), a cascata Gullfoss e as fontes termais de Geysir.

Ignorem o GPS se ele vos disser para seguir para o norte, via Reykjavík e sigam antes para o sul, pela cidade piscatória de Grindavík. Esta rota é muito mais bonita, silenciosa e cénica.

A primeira paragem (paragem programada, porque certamente pelo caminho vão querer sair do carro muitas vezes para fotografar a paisagem deslumbrante) deve ser no Parque Nacional Thingvellir, onde se encontra a cordilheira de Almannagjá. É aqui que as placas da Eurásia e da América do Norte se encontram e se erguem da paisagem como uma cicatriz gigante. Foi também aqui o local do primeiro parlamento do mundo — o Althing, fundado por volta de 930 a.C.

Thingvellir
Divisão das placas continentais créditos: Unsplash

Outra atração a não perder no parque é Oxarafoss, uma cascata que parece rugir como as vozes dos muitos vikings que por ali viveram.

Façam uma paragem para almoçar em Friðheimar, uma quinta e restaurante que serve as refeições dentro de uma estufa. Eles servem uma sopa de tomate divinal!

Depois de comer, sigam para Geysir — a segunda paragem do Golden Circle.

Esta é uma das áreas com maior atividade geotérmica de toda a Islândia. Por todo o lado encontramos lama borbulhante e fumarolas. Existem muitos géiseres por aqui, desde pequenos como uma panela, até enormes, com jatos de água que “explodem” bem alto. Strokkur é o mais ativo, entrando em ebulição a cada seis ou dez minutos.

Geysir
Geysir créditos: Unsplash
Geysir
Strokkur créditos: Unsplash

Após estacionarem, vão ver uma pequena montanha chamada Laugafell e encontrar a área geotérmica que segue as linhas tectónicas. À frente, existem placas a avisar que há água a ferver e é preciso permanecer no caminho demarcado. Os campos adjacentes ao caminho fumegam e até mesmo o pequeno riacho que corre ao longo do caminho tem uma placa de aviso.

O géiser Strokkur é a estrela deste lugar e encanta todos os visitantes com erupções de até 30 metros de altura, enquanto o Geysir, que dá o nome a esta área, o faz até 80 metros de altura (apesar de atualmente estar adormecido).

A última paragem do Golden Circle é Gullfoss, uma monumental queda de água, com 200 metros de largura, que em pleno fluxo pode canalizar cerca de 1.400 metros cúbicos de água por segundo.

Gullfoss é uma das cascatas mais icónicas da Islândia e é formada a partir da água do rio Hvítá que viaja do glaciar Langjökull, antes de cair em cascata por 32 metros. Gullfoss, na verdade, pode ser considerada como duas cascatas porque caí por dois “degraus”. A primeira e mais curta tem 11 metros, enquanto a segunda tem 21 metros.

Gullfoss
Gullfoss créditos: Unsplash

Atividades adicionais que podem ser feitas em Gullfoss incluem visitar o glaciar Langjökull, o segundo maior da Islândia, a seguir a Vatnajokull, e entrar nos seus túneis de gelo ou andar de snowmobile ao longo da sua superfície brilhante.

Depois da visita, aqueçam-se com um café no centro de visitantes de Gullfoss e preparem-se para as duas horas de carro de volta a Reykjavík, onde recomendo ficar no Hotel 101, um boutique hotel situado num antigo prédio de escritórios, numa esquina movimentada no centro da capital islandesa. O seu nome é uma referência ao código postal mais antigo do centro da cidade — 101.

Dia 3 – ReykjavÍk

ReykjavÍk é melhor explorada a pé. Com a sua arte urbana e museus inusitados, uma caminhada pela cidade pode ser uma autêntica caça ao tesouro. Não deixem de visitar a Hallgrímskirkja, a igreja que parece um foguetão. A partir daqui, são 20 minutos a pé até ao Museu Nacional da Islândia, onde podem descobrir a história do país e ver artefactos bem preservados da época dos vikings.

Voltando ao centro, se estiverem à procura de uma recordação para levar de Reykjavik, passem na Fischer, uma peculiar concept store, que vende perfumes, sabonetes, velas, chás.

Para almoçar, parem no Skál ! e provem as deliciosas criações do chef Gísli Matt que prepara pratos lindos a partir de ingredientes locais e sazonais.

O panorama gastronómico de Reykjavík tem crescido muito nos últimos anos e o Matur Og Drykkur é outro restaurante que vale a pena conhecer. Peçam o menu de degustação “do mar” e deliciem-se com a sopa cremosa de mexilhão. Aquece até a alma!

Na parte da tarde visitem o Museu Marítimo e a exposição Whales of Iceland (Baleias da Islândia) onde podemos ver modelos em tamanho real de baleias azuis e jubarte. Vale muito a pena.

– DIAMOND CIRCLE (10 dias) –

Quem tem mais dias disponíveis pode estender a viagem e depois do Golden Circle, fazer o Diamond Circle, que abrange as quatro principais atrações do norte da Islândia: O Lago Mývatn, a Cascata Dettifoss, o Desfiladeiro Ásbyrgi e a pitoresca cidade de Húsavík.

DIA 4 – Reykjavík até Húsavík

A partir de Reykjavik podemos chegar até Húsavík, de carro ou de avião. Se forem de carro, contem com mais um dia de viagem, são pelo menos 6 horas a conduzir.

Tenham em mente que a Islândia é um país com muita estrada e poucos postos de gasolina. Certifiquem-se de que ficam atentos e enchem o tanque sempre que tiverem oportunidade, é melhor do que arriscar e ficar parado no meio da estrada.

DIA 5: Húsavík e Tjörnes

A pequena cidade costeira de Húsavík é o lugar perfeito para observar as diferentes espécies de baleia que passam pela baía de Skjálfandi. Há baleias minke, baleias azuis, baleias jubarte, orcas e golfinhos. Comecem a manhã a fazer um passeio de barco com a North Sailing, os guias conhecem bem o mar e conseguem chegar bem perto das baleias. Casacos e impermeáveis estão disponíveis para quem precisar e a bordo são servidos chocolate quente e pãezinhos de canela.

Húsavík
Observação de baleias em Húsavík créditos: Unsplash

Quando voltarem para terra, caminhem até à igreja de madeira que domina a paisagem da cidade. Foi construída em 1907 pelo arquiteto Rögnvaldur Ólafsson e no altar existe uma pintura que usou como modelo os habitantes da cidade de Húsavík.

Para o almoço, façam como os pescadores e sigam para o Fish and Chips, que fica um pouco fora da rua principal em Hafnarstétt 19. O restaurante tem um deck externo com vista para o porto, de onde podemos observar os barcos.

Depois de comer, sigam para norte pela Norðausturvegur (estrada 85) até a Península de Tjörnes, conhecida pelas suas falésias ricas em fósseis e pelas colónias de papagaios-do-mar.

Estrada para Húsavík
Estrada para Húsavík créditos: Unsplash

Assim que o sol começar a descer no horizonte, regressem para Húsavík para jantar no Naustið, um restaurante especializado em peixe. Tem no menu um pouco de tudo: tacos de peixe, sopa de peixe, tártaro de peixe, peixe e legumes grelhados na hora… Guardem espaço para o bolo de ruibarbo que vem coberto com um crumble de canela e chantilly fresco. É delicioso!

Recomendo passar a noite na Árból Guesthouse, localizada na extremidade oeste do Parque Húsavík. O prédio foi construído em 1903 e é um dos mais antigos da cidade, mas os quartos foram todos reformados e decorados no estilo escandinavo. As camas são tão macias e confortáveis que no dia seguinte, o difícil é acordar.

DIA 6: Hljoðaklettar e Ásbyrgi

Tomem o pequeno almoço no Árból, e preparem-se para mais um dia na estrada. Encham o tanque de gasolina, comprem frutas, snacks e água no supermercado e passem na padaria Heimabakari, para comprar sanduíches, porque encontrar um lugar para comer no caminho pode ser difícil.

Vatnajökull
Glaciar Vatnajökull créditos: Unsplash

Regressem à estrada 85, voltem a passar pela Península Tjörnes e continuem até ser possível virar à direita na estrada 862 — também conhecida como Dettifossvegur. Sigam até Hljoðaklettar que se localiza na entrada de Vesturdalur, no Parque Nacional Vatnajökull, que tem o nome do maior glaciar da Islândia.

Hljoðaklettar, significa “rochas que ecoam”, porque são formações rochosas, colunas e cavernas, conhecidas por criar ecos e reverberações espantosas quando o vento passa por elas. Se experimentarem gritar ali, vão ver como o eco funciona.

A área de Hljóðaklettar tem dois trilhos que partem do estacionamento: uma está marcada a azul e é uma caminhada fácil de 1 km que leva cerca de 30 minutos a fazer, enquanto a outra (marcada a vermelho) é uma volta mais desafiadora que leva 2 horas a ser concluída.

A próxima paragem no Parque Nacional de Vatnajökull deve ser em Ásbyrgi, um desfiladeiro em forma de ferradura com cerca de três quilómetros de comprimento. Ásbyrgi, significa “abrigo dos Deuses”, e proporciona vistas realmente dignas de um Deus.

Uma das melhores é a partir da lagoa de Botnstjörn, porque abrange o desfiladeiro, as falésias e a floresta. Há nove trilhos com diferentes graus de dificuldade para percorrer em Ásbyrgi e seus arredores a partir do centro de visitantes. Há caminhadas fáceis de 30 minutos e caminhadas difíceis de até sete horas ao redor do desfiladeiro.

As opções de restaurantes nesta área são limitadas — afinal, é um parque nacional —, por isso o melhor é comer no restaurante do centro de visitantes.

Cascata Svartifoss
Cascata Svartifoss fica no Parque Nacional de Vatnajökull créditos: Unsplash

Reservem atempadamente uma das pequenas casas Nordic Natura no Airbnb ou no Booking.com. Ficam muito perto de Ásbyrgi e tem um pequeno deck de onde podemos observar a paisagem. A roupa de cama, as toalhas e os sabonetes, são todos orgânicos.

DIA 7: Dettifoss e Mývatn

De manhã, sigam para o sul pela Estrada 864 até Dettifoss. Antes de ver esta cascata gigantesca, vão ouvi-la. São 193 metros cúbicos de água por segundo, a cair por 45 metros, no desfiladeiro Jökulsárgljúfur. Coloquem a mão numa pedra perto da cascata e garanto que vão sentir as vibrações.

Dettifoss
Dettifoss créditos: Unsplash

Em seguida, voltem para o carro e continuem para o sul ao longo da 864 antes de virarem para oeste na Estrada 1 em direção a Mývatn. Para almoçar, parem no Vogafjós Farm Resort. Esta quinta e hotel de propriedade familiar, tem um restaurante dentro de um antigo estábulo e serve especialidades como pernil de cordeiro sem osso.

Guardem a tarde para relaxar no Mývatn Nature Bath, onde a temperatura das águas geotérmicas varia entre os 36º e os 40º C. Não é à toa que este complexo é conhecido como a Blue Lagoon do norte.

Depois de se secarem e de provarem um pão assado no subsolo, servido no café Kvika, que fica no local, continuem até ao Hotel Laxá, onde recomendo que passem a noite. É um hotel de decoração minimalista, com grandes janelas e vistas para Mývatn e para Vindbelgur. Com sorte, à noite (entre setembro e março) podemos ver aqui a aurora boreal!

DIA 8: Dimmuborgir, Víti e Skútustaðagígar

Se tiverem tempo, aproveitem um dia inteiro na região de Mývatn. Perto dali fica Dimmuborgir (a “Fortaleza das Trevas”), uma área com rochas de lava e cavernas. Um dos destinos de caminhada mais populares, Hverfjall, eleva-se a 400 metros do solo e chegar ao topo por um dos dois caminhos indicados leva aproximadamente 20 minutos. As vistas sobre Dimmuborgir e Mývatn são incríveis.

Krafla
Krafla créditos: Unsplash

Outras atrações ao redor de Mývatn incluem Víti em Krafla (uma cratera com um lago azul cintilante) e Skútustaðagígar, uma área natural protegida, conhecida por ser perfeita para a observação de pássaros.

DIA 9 E 10: Goðafoss e regresso a Reykjavík

Goðafoss
Goðafoss créditos: Unsplash

O Dimond Circle, como o nome indica é uma rota circular, e muitos viajantes optam por continuar, rumo ao norte de Mývatn, para visitar a cascata Goðafoss e depois voltar para Húsavík, onde “acaba” a rota. Se tiverem mais um dia, considerem adicionar isto ao roteiro antes de regressarem a Reykjavík.

Artigo originalmente publicado no blogue The Travellight World

Fonte: https://viagens.sapo.pt/planear/roteiros-planear/artigos/roteiro-islandia-de-tres-a-dez-dias-o-que-ver-onde-dormir-e-onde-comer

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