Destinos próximos são tendência no turismo

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A pandemia acertou em cheio todos os braços do turismo. Com muitas pessoas optando, nos últimos meses, por permanecer em casa, os números do segmento caíram. Levantamento da Booking.com aponta que a distância média de viagem do brasileiro caiu 63% entre junho e agosto em comparação com o mesmo período de 2019. Além disso, quem saiu para conhecer um novo destino ficou mais propenso, de acordo com a pesquisa, a escolher acomodações individuais, como chalés. Nesta entrevista, o diretor da Booking.com no Brasil, Nelson Benavides, fala sobre a retomada do setor e indica quais estratégias devem ser adotadas por empreendedores do turismo para atrair o público de maneira segura. 

GeraçãoE – Quais foram as principais mudanças ocasionadas pela pandemia no turismo?

Nelson Benavides – Conforme a pandemia veio atingindo o mundo em ondas, o Brasil não foi diferente de outros mercados impactados, resultando no fechamento de aeroportos e impactando também as acomodações. No entanto, dados da Booking.com revelam que, mesmo com as viagens em pausa, a situação não impediu pessoas de todo o País de sonharem com suas próximas férias. Inclusive, quando analisamos as listas de desejos de viagens (wish lists, em inglês) criadas ainda em maio e junho pelos clientes brasileiros na Booking.com, os destinos domésticos estiveram presentes em 83% das listas, enquanto no mesmo período de 2019, eles estavam em 68% das listas. Isso mostra como os brasileiros estão motivados para visitar e conhecer melhor o nosso País. Além disso, uma tendência importante e que tem ganhado força diz respeito a viagens cada vez mais sustentáveis e a busca por destinos que ofereçam contato com a natureza. Com base em uma pesquisa que fizemos no final de 2019, sobre as tendências de viagem em vários países do mundo, inclusive no Brasil, 51% dos viajantes nacionais querem contribuir para reduzir o turismo excessivo e 53% estariam dispostos a mudar o destino escolhido por uma alternativa parecida, mas menos conhecida, se soubessem que isso resultaria em um menor impacto ambiental.

GE – A Booking.com ofereceu algum suporte para os locais que estão na plataforma?

Nelson – Na Booking.com, nossa maior preocupação é com a segurança de nossos clientes, parceiros e colegas, e entendemos a importância da flexibilidade para os viajantes para atualizar e cancelar reservas de qualquer lugar, especialmente neste momento de incertezas e restrições. Desde o início da pandemia e à medida que a situação evolui, estamos fazendo a nossa parte para tornar a experiência mais fácil para clientes e parceiros. Isso inclui a criação de ferramentas simples em nosso aplicativo e site para modificações nas reservas de maneira rápida e fácil. Por exemplo, a Booking.com tem trabalhado junto aos seus parceiros para fornecer as ferramentas e as informações personalizadas necessárias, de maneira a responder efetivamente a este cenário dinâmico e, com isso, ajudá-los a reconstruir seus negócios. Temos trabalhado com eles para que destaquem as medidas de higiene, por exemplo, em seus anúncios de maneira a mostrar aos hóspedes o que estão fazendo para protegê-los.

GE – Como está sendo a retomada do turismo?

Nelson – Entendemos que a retomada do turismo se dará de maneira heterogênea entre países e regiões por conta das diferentes restrições de viagem. Mas há uma tendência de que haja maior interesse, em um primeiro momento, por viagens nacionais. E aqui estamos falando também de viagens de curta distância, dentro de uma região ou estado. Isso mostra como os brasileiros estão motivados para visitar e conhecer melhor seu próprio país. Ao analisar os padrões de viagem dos últimos meses (entre junho e agosto), vemos que os próximos meses podem ser uma grande oportunidade para os destinos nacionais e regionais. Prova disso é que, recentemente, calculamos que a distância média que os brasileiros viajaram entre junho e agosto caiu 63% em comparação com o mesmo período do ano passado. Ao olhar para o mesmo período de 2019, os viajantes brasileiros percorreram, em média, 1.557 quilômetros por reserva, e essa distância caiu para apenas 569 quilômetros por reserva neste ano. No geral, 84% da distância total percorrida pelos brasileiros entre junho e agosto foi dentro do País, em comparação com apenas 32% durante o mesmo período de 2019. De modo geral, sabemos que as preferências dos viajantes evoluem bastante ao longo do tempo e, em função do cenário atual, há agora vários requisitos que os viajantes passarão a observar quando chegar a hora de planejar e reservar suas acomodações.

GE – Quais estratégias os empreendedores à frente das acomodações disponíveis na plataforma podem usar para atrair turistas nesse momento?

Nelson – Mais do que nunca, o turista irá valorizar questões como higiene, limpeza e novos protocolos de convívio social e buscar por uma hospedagem em que ele se sinta seguro, bem como avaliar políticas de cancelamento. Neste sentido, caberá aos proprietários avaliar as demandas e respectivas adequações a serem feitas, e a plataforma da Booking.com permite que todos os parceiros destaquem suas novas medidas adotadas para que o usuário, ao pesquisar onde irá se hospedar, tenha a opção de escolher aquela que ele se sentir mais confortável e seguro.

GE – Como o consumidor pode checar se o local escolhido está dentro das normas sanitárias atuais?

Nelson – A Booking.com tem atualizado continuamente o atendimento oferecido ao público, de modo a oferecer uma maior transparência e visibilidade às informações sobre limpeza e higiene nos anúncios das propriedades na plataforma, seguindo a preocupação da empresa com a segurança dos consumidores e seus parceiros. Para ajudar na busca pela acomodação, a Booking.com atualizou seus filtros de pesquisa e incluiu um novo filtro chamado “medidas de saúde e segurança” para que, de maneira simples e rápida, o viajante possa encontrar as acomodações que implementaram ou reforçaram seus protocolos de limpeza e segurança. Dessa forma, estamos constantemente buscando novas formas para oferecer informações que sejam fundamentais para os viajantes em nossa plataforma.

GE – De que maneira a Booking.com foi afetado pela pandemia? Houve mudanças ocasionadas pela Covid-19?

Nelson – O setor de turismo foi um dos mais afetados pela pandemia. Diversos players do mercado sofreram esse impacto e com a Booking.com não seria diferente. O impacto da pandemia é tal que esperamos que levem anos, e não meses, antes que o setor de turismo retorne aos níveis anteriores à pandemia. A indústria de viagens foi uma das primeiras a serem atingidas e, provavelmente, será uma das últimas a se recuperar. À medida que as restrições flexibilizam e as fronteiras reabrirem, trabalharemos incansavelmente para conectar os viajantes a todas as experiências com as quais estão sonhando, incluindo desde onde ficar até as melhores coisas para fazer no destino.

GE – Que legados a pandemia deve deixar no turismo, tanto para clientes quanto para quem tem um negócio no segmento?

Nelson – Uma das lições positivas que a pandemia deixou é a importância de nos atentarmos ao impacto que nossas ações podem ter no meio ambiente, o que significa que as viagens sustentáveis, provavelmente, serão mais valorizadas pelos viajantes no futuro. Uma pesquisa realizada no início deste ano já nos mostrou uma mudança perceptível nos viajantes. Eles se tornaram mais conscientes sobre os impactos ambientais dos destinos. Afinal, 82% do público considera as viagens sustentáveis importantes e 58% disseram estar mais determinados a fazer escolhas sustentáveis quando procurarem por viagens novamente.



Fonte: https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/ge2/noticias/2020/10/760451-destinos-proximos-sao-tendencia-no-turismo.html

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